Jean Carlos Cunha

.:: Diferente e eficiente::.

Armazenamento de dados, tipos de armazenamentos.

ARMAZENAMENTO DE DADOS

Aqui vai um post sobre armazenamento de dados, espero que gostem..

INTRODUÇÃO

Existem muitos tipos de armazenamentos, a memória de um computador é organizada como uma hierarquia, na qual o método mais rápido de armazenar registradores é caro e não muito denso, e que os métodos mais lentos de armazenar informação (dvds, disco) etc. são baratos e muito densos.

Registradores e memórias de acesso randômico exigem voltagem constante para reter os valores, enquanto que meios de armazenamento como cd´s e discos magnéticos retêm informação indefinidamente após a energia ser removida, o qual é conhecido como persistência indefinida. Este tipo de armazenamento é chamado de não-volátil. Existem muitos tipos de armazenamento não-volátil, e somente alguns dos métodos mais comuns serão mostrados neste trabalho.


HARD DISK

É um dispositivo para armazenar dados que tem grande densidade e um tempo de acesso rápido.

O Hard Disk ou conhecido também como Winchester é formado por uma pilha de discos fixadas a um eixo como mostra a figura abaixo.

Cada disco ou prato tem duas superfícies feitas de alumínio ou vidro. Embora os discos de vidros com dilatação menor sobre o disco de alumínio. Nos HD´s dos desktops atuais é comum se encontrar os discos de alumínio.

Esses pratos são cobertos com um material magnético tal como óxido de ferro ou seja, magnético. Mas no entanto vamos entender o funcionamento dos discos rígidos melhor.

Além dos discos presos ao eixo, há também as cabeças que são ligadas a um braço ou também chamado de pente. Esse se move para dentro e para fora do disco varias vezes.

Uma única cabeça é usada a cada superfície, a superfície superior do primeiro prato de

cima para baixo e a superfície inferior do prato de baixo quase nunca são usadas por causa da sua fácil contaminação.

Para se ter uma idéia sobre o risco de perda de uma superfície preste atenção nestes números:

  • A distância entre a cabeça e disco é de cinco nano metros.
  • Partículas de fumaça cinza de cigarro tem dez nano metros

Partículas no ar contido dentro da unidade de disco que forem maiores de 5 nano metros podem ficar entre a cabeça e o prato, resultando em uma queda da cabeça.

No hard disk os pratos rodam a uma rotação de 3600 a 10000 RPM.

As cabeças lêm ou escrevem magnetizando o material magnético. Uma fato interessante é que só uma cabeça lê ou armazena a cada instante, mas porém dados são armazenados em série (paralelos).

Um problema desse tipo de trabalho em paralelo é que as cabeças podem se desalinhar e sucessivamente corromper dados.

Codificação de Dados

Tipicamente são usada dois tipos: Manchester e a Modulação Por Freqüência Modulada. (MFM) ou NFZ (Não retorne a zero).

Elas tem a função de detectar precisamente as transições entre as áreas magnéticas ao ler bem um disco (seqüência de uns e zeros).

Observe a figura:

Observando a figura “b” você vê a cabeça retornando a zero e a figura “a” não retorna.

Uma superfície de disco contém varias trilhas concêntricas e setores típicos de 512 bytes. Uma trilha em várias superfícies forma um cilindro. Um grupo de trilhas que tem o mesmo número de setores forma uma zona.


Capacidade X Velocidade

Discos com única zona podem ser calculados com seguinte fórmula:

C=N*S*T*P

Onde:

N =>Número de Bytes por setor

S =>Setores por trilha

T =>Trilhas por superfície

P =>Pratos vezes duas superfícies

C => Capacidade total.

A velocidade é controlada por três fatores :

  • Tempo de busca;
  • Latência rotacional;
  • Tempo de transferência.

O tempo de busca ou seek time é o tempo para mover a cabeça para a trilha desejada. A latência rotacional ou rotational latency é o tempo para o setor desejado aparecer sob a cabeça e o tempo para transferir o setor do prato do disco quando ele já está posicionado sob a cabeça.

O seek e o tempo mais significativo para o cálculo. Geralmente é considerado para ele viajar até o meio do disco. Em discos modernos o tempo médio é de 10ms.

A latência rotacional e na ordem de 4 a 8 ms. O tempo de transferência do setor é somente o tempo para uma revolução completa dividida pelo número de setores na trilha.

Um parâmetro importante relacionado ao tempo de transferência do setor é a taxa de rajada (bust rate), a taxa na qual os dados saem ou entram no disco, uma vez que a operação de leitura/escrita tenha começado. A taxa de rajada é igual á velocidade do disco em revoluções por segundo vezes a capacidade por trilha.

FLOPPY DISK

Um disquete (ou floppy disk) contém um prato flexível de plástico coberto com material magnético como óxido de ferro. Muito embora somente um lado seja usado em uma superfície de um disquete, em muitos sistemas ambos os lados do disco são cobertos com mesmo material para prevenir que o disco se empene.

O tempo de acesso é normalmente maior do que um disco rígido, porque um disco flexível não pode rodar tão rápido quanto um disco rígido. A velocidade rotacional de um mecanismo de disco flexível típico é somente 300 RPM e pode variar à medida que a cabeça se move de trilha para trilha para otimizar as taxas de transferências de dados. Velocidade tão lentas significam, que os tempos de acesso de disquetes sejam de 250 – 300ms, aproximadamente dez vezes mais lentos que os discos rígidos. As capacidades variam, mas normalmente ficam próximas de 1.44MB.

Disquetes são baratos porque podem ser removidos do mecanismo de leitura e por causa do seu tamanho pequeno. A cabeça entra em contato físico com o disquete, mas isto não

resulta em queda de cabeça. Resulta, isto sim, no desgaste da cabeça do disquete. Por causa disso, disquetes somente rodam quando estão sendo acessados.

Os primeiros disquetes eram colocados em capas finas plásticas flexíveis, originando seu nome “Floppy”. Atualmente os pratos flexíveis são colocados em capas plásticas rígidas.

DISCOS ÓTICOS

Várias novas tecnologias usam ótica para armazenar e recuperar dados. Ambos, o disco compacto (compact disc – CD) e o mais novo disco versátil digital (digital versatile disc – DVD).

CD

O CD é a abreviação de Disco Compacto em Inglês, É compacto, pois consegue armazenar informações em um espaço bem menor do que os discos de vinil. As informações contida no cd são gravadas por traços, bem pequenos onde um feixe de laser focaliza esses traços tornado possível a leitura das informações.

O cd foi introduzido em 1983 como um meio para se armazenar música. Cds têm a capacidade de armazenar 74 minutos de áudio em formato estéreo digital, o áudio é mostrado a dois x 44.000 amostras de 16 bits por segundo, o que dá uma capacidade de aproximadamente 700 MB. Desde o seu lançamento em 1983, à tecnologia de cd trem melhorado em termos de preço, densidade e confiabilidade.

De acordo com o autor do livro “Do Eletromagnetismo à Eletrônica”, o cd é a abreviação de Disco Compacto em Inglês, É compacto, pois consegue armazenar informações em um espaço bem menor do que os discos de vinil.

No disco compacto existe uma seqüência de traços com um milésimo de largura e profundidade igual a um sexto dessa largura, os traços gravados no cd possui uma medida que corresponde a cada informação.

Não existe contato mecânico com esses traços a leitura é feita através de um finíssimo feixe de laser de 0,0009mm como ilustrado na figura abaixo, o feixe de laser focaliza os traços no disco e se reflete, o feixe refletido é separado do incidente e dirigido a um conjunto de detectores.

Dessa forma os detectores podem “medir” o comprimento dos traços, tornando possível a leitura das informações; além de manter o feixe na trilha correta.

Os cds podem reproduzir qualquer sinal “digitalizado”, ou seja, transformando em dígitos binários.

Um cd é organizado em um formato em espiral (usando velocidade linear constante). A velocidade de rotação, originalmente os mesmos 300 RPM dos disquetes, é ajustada de forma que o disco se move mais lentamente quando a cabeça de leitura está na borda do disco do que quando está no centro.

DVD

O DVD (Digital Video Disc) é uma mídia de armazenamento, com capacidade muito maior que o CD e que já provou que é uma mídia de ótima qualidade para vídeos e recursos multimídia em geral. Mas, ele também possui um outro grande destaque: a alta capacidade de armazenamento dados, conseguido através de técnicas inovadoras na gravação bem como na regravação. No início de seu desenvolvimento, a intenção dos fabricantes era de conseguir mercado voltado às aplicações de vídeo. Com isso, o DVD conseguiu obter sucesso rapidamente, mas enfrentou vários problemas também: os primeiros DVDs (com 4,7 GB, conhecidos por DVD-5) produzidos foram testados em vários modelos de equipamentos, de diversos fabricantes e apresentaram alguns problemas relacionados com a qualidade de vídeo bem como com os leitores das mídias. Isto foi decisivo para que o processo de fabricação dos discos fosse melhorado de forma que se obtivesse uma maior qualidade a um menor custo.

Com as melhorias que estavam sendo implementadas, a expectativa era de que os CDs para armazenamento de informação de vídeo fossem perdendo a força e o DVD começasse a tornar-se um padrão definitivo de armazenamento, o que realmente aconteceu. A partir disso, a procura por DVDs cresceu rapidamente e não demorou muito para que as mídias de 4,7 GB não fossem suficientes para atender às aplicações multimídia. No entanto, o DVD Fórum (grupo da indústria responsável pela normalização do DVD), já havia definido um esquema de padronização, onde seriam implantadas mídias com maior capacidade: o DVD-9 e o DVD-10. Tendo 9,4 GB, o DVD-10 (que é, na verdade, dois DVD-5 fundidos) tornou-se a solução mais simples e rápida para o mercado.

O processo de fusão usado para colocar 2 discos unidos face a face não necessitou de mudanças especiais em relação à fabricação do DVD-5. Porém, o DVD-10 tinha um problema: o disco não oferece qualquer face (lado) para que sejam colocadas identificações ou mesmo estampas decorativas, pois ambos os lados da mídia são usados. Fora isso, a maioria dos leitores de DVDs existentes tinham somente uma cabeça de leitura ótica, o que obrigava o usuário a tirar o disco do leitor e virá-lo, para que a outra face pudesse ser lida. Esta “falha” comprometeu seriamente o produto, pois nenhum usuário queria ter esse tipo de preocupação, o que fazia com que as vendas não alcançassem o patamar esperado.

Como todos esses problemas, o DVD-9, até então praticamente ignorado, ressurgiu, pois ele tinha um grande diferencial: 8,5 GB de capacidade de armazenamento em um único lado do disco. Isso se tornou possível ao se fundirem 2 discos cujas faces se encontram voltadas para o mesmo lado. No entanto, esse processo é extremamente difícil, pois requer que uma camada (layer) semi-reflexiva seja fundida à outra camada reflexiva. Desta forma, o laser do leitor ótico realiza primeiro a leitura da camada mais externa do disco e então,

atravessa o material fundido até chegar aos dados impressos na camada mais interna. Sendo assim, é óbvio de se imaginar que as vantagens que o DVD-9 oferece, não ocorrem com um preço baixo. Somente alguns replicadores de disco podem produzir discos em tempo adequado e a um custo razoável. O custo de produção de um DVD-9 varia de 1 à 1,50 dólar, maior que o custo de um DVD-5. Além disso, há o elevado custo de desenvolvimento das duas camadas, que é importantíssimo para uma perfeita leitura dos dados.

Quando o DVD foi definitivamente apresentado ao mercado, uma grande “família” de discos já existia, indo do DVD-5 até o DVD-18, cada um com capacidade de armazenamento maior (e com mais camadas) que o antecessor. Veja na tabela abaixo, os diversos formatos apresentando:

TIPO FACE No de camadas Capacidade em GB
DVD-5 simples 1 4,7
DVD-9 simples 2 8,5
DVD-10 dupla 1 9,4
DVD-14 dupla 1 em uma face e 2 na outra 13,2
DVD-18 dupla 2 17

Áudio e vídeo

Na parte de áudio, o DVD permite que o som digital seja gravado a uma taxa de amostragem de até 96 KHz, com resolução de 24 bits, valores muito superiores aos 44,1 KHz e os 16 bits do CD. Para se ter uma idéia da qualidade do áudio do DVD, somente em estúdios modernos de gravação, conseguia-se atingir tal capacidade. O áudio do DVD, pode ser gravado no padrão AC-3 que, em vez de usar 2 canais de som (direito e esquerdo), usa 6: esquerdo frontal, direito frontal, esquerdo traseiro, direito traseiro, central e um canal para Subwoofer (som grave).

Já na parte de vídeo, o DVD apresenta várias opções bastante interessantes: 8 opções de dublagem, 32 opções de legenda e 5 opções de formato de tela. Fora que a resolução do DVD é de 500 linhas, simplesmente o dobro da resolução do vídeo-cassete. As vantagens em relação ao K7 não param por aí: o DVD não precisa ser rebobinado, além disso, o DVD não perde a qualidade das imagens com o passar do tempo, como acontece com as fitas de vídeo.

O DVD-5, conforme já foi dito, possui 4,7 GB de espaço, o que equivale a 7 CDs. Mas, como um disco com as mesmas dimensões de um CD tem 7 vezes mais capacidade do que ele? Simples, tornando os elementos de dados menores. O espaçamento entre as trilhas foi reduzido de 1,6 mícrons para 0,74 mícrons. Já o menor tamanho do dado que pode ser impresso na superfície do disco caiu de 0,83 para 0,40 mícrons. O comprimento de onda (780 nanometros) do laser dos leitores de CD ainda era grande para ler estas trilhas. Assim, os leitores de DVD utilizam um laser que usa um feixe luminoso com comprimento de onda de 640 nanometros, o que é suficiente para a leitura. Por causa dessa medida de comprimento de onda, é necessário que a camada plástica protetora do disco seja mais fina, de forma que o laser não precise atravessar um meio tão espesso para chegar ao layer de dados.

Divisão geográfica

Para permitir o controle dos lançamentos de filmes em diversos lugares do mundo em épocas diferentes, a indústria cinematográfica “dividiu o mundo” em 6 regiões geográficas. Para se entender melhor, vejamos este exemplo: um filme é lançado nos cinemas dos Estados Unidos e 2 meses depois deverá ser lançado na Europa. Porém, assim que o filme estiver nas telas dos cines da Europa, estará simultaneamente disponível em DVD nos Estados Unidos. Com isso, as chances são grandes de que cópias do filme em DVD cheguem no mercado europeu, prejudicando o faturamento dos cinemas. Para resolver esse problema, foi dado aos leitores (drives) de DVD um código de região na qual ele foi vendido. Assim, o aparelho só rodará filmes que tiverem o código da região compatível com ele. Assim, os discos comprados em uma certa região, como por exemplo, no Japão, não funcionaram em leitores comprados no Brasil e vice-versa. Vale citar que se o disco não possuir nenhum código, poderá rodar em qualquer drive de DVD, em qualquer parte do mundo. Também vale dizer que, cabe ao estúdio/distribuidor dos filmes escolher quais códigos serão incluídos nos discos. Isso quer dizer que um disco pode ter mais de um código. Veja abaixo, as 6 divisões regionais existentes para o uso dos DVDs:

Região Continentes/países
1 Estados Unidos e Canadá.
2 Europa, África do Sul, Oriente Médio e Japão.
3 Sudeste e leste da Ásia, incluindo Hong Kong.
4 América Central e do Sul, Caribe, Austrália, Nova Zelândia e Ilhas do Pacífico.
5 Rússia, Índia, África, Coréia do Norte e Mongólia.
6 China.

Já existem meios de quebrar esses códigos. Eles foram desenvolvidos por crackers que estudaram a criptografia dos códigos do DVD e desenvolveram métodos para ignorá-los. Por fim, vale citar que, assim como existem CDs regraváveis, também existem DVDs que obedecem a mesma condição.

RAID

RAID é acrônimo para Redundant Array of Inexpensive Disks. Este arranjo é usado como um meio para criar um subsistema de unidade de disco, rápido e confiável, através de discos individuais. Apesar do RAID ter sido feito para melhorar a confiabilidade no sistema, através da adição de redundância, pode também levar a uma falsa sensação de segurança e confiança quando usado incorretamente. Esta falsa confiança pode acarretar em grandes desastres. Particularmente, o RAID é feito para proteger falhas no disco, não para proteger falhas de energia ou erros do operador.

RAID com HDs IDE:

Uma controladora RAID permite combinar vários discos rígidos, permitindo aumentar tanto o desempenho, fazendo vários discos trabalharem como se fossem um só; quanto a confiabilidade, usando um sistema de espelhamento. Além das controladoras RAID SCSI, que são muito usadas em servidores e em micros de alto desempenho, mas que não são uma solução muito viável para o usuário doméstico, já que os discos rígidos SCSI são caros, existem também algumas controladoras RAID IDE, que além de serem mais baratas, permitem usar os discos rígidos IDE que temos no mercado.

Existem vários modelos de controladoras RAID IDE, que vem na forma de uma placa de expansão que deve ser conectada a um slot PCI livre. Uma controladora que vem sendo muito elogiada, é a Promise FastTrak66 IDE. Nos EUA, esta controladora é vendida por 65 dólares, aqui no Brasil, o preço varia muito, dependendo de onde você for comprar, mas é possível encontra-la por menos de 100 dólares.

Controladora RAID, padrão IDE

Premisse FastTrak66 é uma placa de expansão que deve ser conectada a um dos slots PCI do micro. A placa substitui as interfaces IDE da placa mãe, por peracional que estiver utilizando, seja o Windows 95/98 quanto o Windows 2000 ou mesmo o Linux, tornando a instalação bastante simples.

A placa trás as duas saídas IDE normais. Cada saída permite conectar dois discos rígidos, o que traz a possibilidade de instalar até 4 discos rígidos IDE.

O recurso de RAID vem se tornando tão popular, que além das controladoras externas, muitas placas mãe já estão vindo com controladoras RAID embutidas. Neste caso a placa terá 4 interfaces IDE, as duas interfaces IDE padrão e mais duas interfaces IDE para o sistema RAID. É possível manter as 4 habilitadas simultaneamente, o que traz a vantagem adicional de poder usar mais dispositivos, até 8 no total.

Abit KT7A-RAID

RAID com HDs SCSI

Atualmente, o disco rígido é um dos componentes mais lentos em qualquer PC. Muito mais lento que o processador, que a memória RAM, que a placa de vídeo etc.

O grande problema é que devido à sua natureza mecânica, não é possível produzir HDs muito mais rápidos com a tecnologia atual, pelo menos a um custo aceitável. No futuro este problema poderá ser resolvido com o uso de HDs de estado sólido, onde será usada memória Flash (ou outra tecnologia que surja nos próximos anos) ao invés de discos magnéticos. De qualquer forma, esta ainda é uma solução distante da realidade. Os HDs de estado sólido já

existem para uso militar e em alguns servidores de alto desempenho, mas seu custo é muito alto, entre 2 e 5 dólares por MB.

Para quem precisa de HDs mais rápidos, seja por precisar de um servidor de arquivos “parrudo”, ou por qualquer outro motivo, mas ao mesmo tempo não pode gastar muito, uma solução é o RAID.

RAID significa “Redundant Array of Inexpensive Disks”, ou disposição redundante de discos baratos. A idéia é um sistema “unidos venceremos”, onde vários HDs são combinados para aumentar a performance. Num nível mais complexo, o RAID pode ser usado também para melhorar a confiabilidade do equipamento, através de espelhamento ou paridade. Num sistema RAID 1, onde temos dois HDs, sendo que o segundo armazena uma cópia fiel dos dados do primeiro, mesmo que um dos HDs pife de uma hora pra outra, o sistema continua intacto, funcionando como se nada tivesse acontecido.

Como o nome sugere, um sistema RAID utiliza HDs IDE ou SCSI comuns, o que permite construir sistemas com vários HDs a um custo relativamente baixo. Várias placas mãe atuais estão vindo com controladoras RAID IDE embutidas, permitindo combinar até 4 HDs IDE.

A pouco falei sobre como montar um sistema RAID usando HDs IDE, agora é a vez de explicar sobre o RAID usando HDs SCSI.

O primeiro passo para montar um sistema RAID SCSI é comprar umas controladoras SCSI com suporte a RAID. A maioria das controladoras SCSI atuais suportam RAID, custando (no Brasil) apartir de 150 dólares. As controladoras diferenciam-se pelos recursos. Em primeiro lugar, existem controladoras SCSI de 8 bits e de 16 bits, as de 8 bits permitem usar até 7 HDs, enquanto as de 16 bits permitem um máximo de 15 e são duas vezes mais rápidas.

Outra diferença diz respeito ao padrão suportado pela placa, que dita a velocidade da interface. Placas Ultra SCSI (Fast 20) operam a 20 MB/s (placas de 8 bits) ou 40 MB/s (placas de 16 bits). Placas Ultra-2 SCSI (Fast 40) operam a 40 MB/s (8 bits) ou 80 MB/s (16 bits). As placas Ultra-3 SCSI (Fast 80) são as mais rápidas, operam a 80 MB/s ou 160 MB/s.

Também existem controladoras com buffer embutido. Este buffer funciona como um cache de disco, melhorando a performance, principalmente nas operações de escrita. Podem ser encontradas placas com até 32 MB de buffer. Naturalmente, quanto mais buffer, mais cara é a placa.

Resolvido o problema da placa SCSI, resta escolher qual modo RAID será usado. O modo pode ser configurado através do BIOS da placa SCSI, que pode ser acessado pressionando uma combinação de teclas durante o boot. O mais comum é Ctrl + C.

Os modos RAID disponíveis em placas SCSI são:

RAID 0 (Striping)

É o modo que permite obter a melhor performance possível, sacrificando parte da confiabilidade. Todos os discos passam a ser acessados como se fossem um único drive. Ao serem gravados, os arquivos são fragmentados nos vários discos, permitindo que os fragmentos possam ser lidos/gravados ao mesmo tempo. Usando RAID 0 a performance atinge um patamar próximo da velocidade de todos os HDs somada. Ao usar 4 HDs (com taxa de transferência de 20 MB/s cada) em RAID 0, você teria uma taxa de transferência total de 75, 76 MB/s. O problema é

que caso qualquer um dos HDs apresente problema, serão perdidos os dados armazenados em todos os HDs, já que qualquer arquivo torna-se inútil caso uma parte do código seja perdida.

RAID 1 (Mirroring)

É o famoso sistema de espelhamento, conseguido usando dois HDs. Um deles armazena dados, enquanto o seguindo armazena uma cópia fiel dos mesmos dados. Caso qualquer um dos HDs pare, ele é automaticamente substituído pelo seu “clone” e o sistema continua intacto. Na maioria das controladoras RAID SCSI é possível realizar a troca do HD defeituoso “a quente” (com o micro ligado), recurso ainda não disponível nas controladoras RAID IDE.

Esta troca à quente não é tão importante nos PCs domésticos já que depois de tantos paus do Windows 95/98/ME ninguém mais se importa em reiniciar o micro de vez em quanto. Mas, num servidor de alta disponibilidade este recurso é essencial para evitar uma pane na rede.

RAID 2

É um modo que não é mais utilizado. O RAID 2 consiste em embutir códigos de correção de erros em cada cluster de dados gravado. Porém, todos os HDs atuais já vem com sistemas de correção de erros embutidos, tornando o sistema obsoleto.

CONCLUSÃO

Podemos concluir que :

  • a tecnologia de armazenamento não-volátil é cada vez mais requisitada e pesquisada.
  • os tipos de armazenamentos partem dos princípios binários onde ora é feita a escrita, ora a leitura. Mas não podemos esquecer dos codificadores e decodificadores, ou seja os drives de disquetes, cd´s, dvd´s etc.
  • quanto mais densas as formas de armazenar mais elas se tornam altamente frágeis e de manipulação crítica.
  • a arquitetura computacional não se estabelecerá sem a tecnologia do armazenamento.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFIAS

Gaspar Alberto, Do Eletromagnetismo à Eletrônica, Editora Ática.

Columbia Tristar Home Video e SobreDVD.com.Br.

Gabrieltorres.com.br.

http:/Br.geocites.com/saladefisica.

Mudocca, Miles J., Euring Vincent P., “Introdução e Arquitetura de Computadores”, Editora Campus 2000.

Espero que gostem..

Uma resposta para “Armazenamento de dados, tipos de armazenamentos.

  1. Adams 22 de julho de 2010 às 8:25 pm

    Existe alguma experiência de armazenagem de dados em discos de vinil???

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