Jean Carlos Cunha

.:: Diferente e eficiente::.

A tecnologia wimax

Pra quem não conhece a tecologia wimax, esse post vai agregar bastante já pra quem ja conhece tem algumas coisas bastante interressantes.

Wifi Hoje, o padrão para Internet sem fio móvel é o Wi-Fi, que se resume no seguinte: uma rede de antenas irradia o sinal e os equipamentos com esta tecnologia que se encontrem dentro do raio de ação das antenas de Wi-Fi (chamadas “”hotspots””) podem se conectar à Internet, sem fio, a uma taxa de transferência de banda larga (a máxima permitida por esse sistema é de 108 Mbps). Graças a essa característica, em certas partes do mundo a tecnologia teve um amplo desenvolvimento, que derivou em uma espécie de movimento social formando comunidades de usuários nas quais cada um, com sua anteninha, tenta comunitariamente cobrir totalmente um setor de alguma comunidade ou bairro. Por que é preciso ter vários membros de uma comunidade para isso? Porque as antenas de Wi-Fi têm um raio de ação máxima de 150 metros, o que na prática se reduz a uns 90.E aqui está o ponto da questão: a nova tecnologia WiMax propõe velocidades mais altas (até 124 Mbps) e – o mais importante – cada antena deste sistema amplia seu raio de ação dos 150 metros citados para… 70 quilômetros. A coisa, evidentemente, muda de figura. Mais ainda quando se leva em conta que, quando a WiMax estiver em pleno desenvolvimento, a promessa é de que o custo de instalação das antenas e equipamentos seja mais baixo do que o do atual Wi-Fi.

Como dizíamos, a tecnologia Wi-Fi teve um amplo desenvolvimento e crescimento nos últimos cinco anos em várias partes do mundo, mas na América Latina sua aparição coincidiu com profundos processos de crise econômica, especialmente na Argentina, que tornaram consideravelmente mais caros os equipamentos e sua instalação para usuários e empresas.

Com o prometido raio de ação de 50 a 70 quilômetros, se abre outro panorama. A Internet sem fio já não seria uma atração exclusivamente urbana (situação que é inevitável se é preciso pôr antenas a cada 90 metros), muito pelo contrário. A Internet poderia ser levada a zonas suburbanas e rurais onde a instalação de cabos seja ainda mais dificultada pela baixa quantidade de usuários. Por este motivo é que a Índia é um dos principais interessados no WiMax, para poder levar banda larga (e telefonia, e serviços associados) de baixo custo para zonas mais distantes.

Alguns detalhes técnicos da Wimax

Nome: WiMax vem de Worldwide Interoperability for Microwave Access (Interoperabilidade mundial para acesso de microondas). O nome é a “”máscara”” da definição técnica da norma 802.16a, um novo padrão sem fio que foi aprovado em janeiro do ano passado no WiMax Forum, que reuniu mais de 60 companhias do setor. Grande largura de banda: uma estação-base pode permitir simultaneamente o acesso de mais de 60 empresas com conectividade do tipo T1/E1 ou centenas de residências com conexões DSL.

Independência de protocolo: pode transportar IP, Ethernet, ATM e mais.

Serviços agregados: pode transmitir Voz sobre IP (VoIP), dados, vídeos, etc.

Compatibilidade: é compatível com as antenas de telefonia de terceira geração (chamadas de “”antenas inteligentes””) que, graças à emissão de feixe demarcado, apontam constantemente ao receptor, mesmo que em movimento.

O futuro da Wimax

Conforme indica a Intel, os membros do grupo de trabalho do padrão IEEE 802.16 estão investindo na evolução da operação fixa à portabilidade e mobilidade. A emenda IEEE 802.16e corrigirá a especificação base para habilitar não apenas a operação fixa mas também a portátil e a móvel. Os grupos de trabalho das IEEE 802.16f e IEEE 802.16g se encarregam das interfaces de administração da operação fixa e móvel. Em um cenário totalmente em movimento, os usuários poderão se deslocar enquanto têm acesso a dados em banda larga ou a uma sessão de transmissão multimídia em tempo real. Todas essas características ajudarão a fazer com que WiMax seja uma solução ainda melhor para o acesso à Internet nos países em desenvolvimento.

Problemas

Mas nem tudo relacionado a WiMax está claro. De acordo com a consultoria Prince & Cook, os impulsionadores da tecnologia WiMax (Intel, Nokia, NEC e Alcatel) não chegaram a um acordo sobre as especificações de um padrão que permita certificar os equipamentos. Isto, somado a outras questões, atrasa a adoção da tecnologia. A primeira versão do WiMax, pensada para distribuir Internet sem fio de banda larga, foi aprovada em 2004 mas as provas de certificação e interoperabilidade entre equipamentos ficaram atrasadas até agora. Por isso, os primeiros produtos comerciais “”certificados”” poderão estar prontos apenas em 2006.

Mesmo assim, equipamentos já estão em desenvolvimento e antenas estão sendo instaladas.

Equipamentos

Em setembro do ano passado, a Intel anunciou seu primeiro chip de acesso sem fio de banda larga que segue o padrão 802.16-2004. O chip tem o nome chave de “”Rosedale””, e se espera que ele seja o primeiro com desenho tipo “”sistema em um chip”” para equipamento local do cliente (CPE) econômico que seja compatível com IEEE 802.16-2004. OS equipamentos locais do cliente são colocados em uma empresa ou residência para transmitir e receber sinais sem fio de banda larga para conexão à Internet.

Fases de implementação

A Intel prevê a instalação do WiMax em três fases:
1- A primeira fase da tecnologia WiMax (baseada no padrão IEEE 802.16-2004) proporcionará conexões sem fio fixas por meio de antes externas ainda na primeira metade de 2005.
2- Na segunda metade de 2005, WiMax estará disponível para instalação em interiores, com pequenas antenas parecidas com um ponto de acesso Wi-Fi atual. Neste modelo fixo em interiores, WiMax estará disponível para uso em amplas instalações de banda larga residenciaisl, conforme os dispositivos forem desenhados para “”instalação por parte do usuário””, o que diminuirá o custo de instalação dos provedores.
3- Para 2006, a tecnologia será integrada em equipamentos de computação portáteis para serem compatíveis com a itinerância entre as áreas de serviço de WiMax.

Desenvolvimento na América Latina

A Argentina é o primeiro país latino-americano a contar com o WiMax, conforme indica a empresa Millicom – que há pouco anunciou a instalação do primeiro nó WiMax na torre mais alta da capital, Buenos Aires, no Parque da Cidade – e que já permite implementar conexões em menos de 48 horas com velocidades de até 10Mbs. “”Desta maneira, algo que antes requeria meses de preparação e altos custos de implementação, hoje se pode realizar rapidamente com custo muito conveniente, aproveitando todas as vantagens do mundo sem fio””, diz a Millicom. Millicom também garante que duplicará a cobertura geográfica durante o ano de 2005, através da implementação da nova tecnologia incluindo, em uma primeira etapa, as áreas metropolitanas da capital, Córdoba e Mendoza.

Por outro lado, a consultoria em comunicação Carrier e Associados insinua que a companhia mexicana Telmex talvez possa trazer estes mesmos serviços através das antenas da empresa de telefonia móvel CTI, que ela controla na Argentina, e assim abrir caminho no terreno da banda larga – o que mais cresce no país junto com a telefonia celular.

Fonte: Terra Argentina.

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